Dor Lombar Crônica

Dor Lombar Crônica

Dor lombar crônica pode ser o resultado de muitas condições diferentes. Pode originar de doenças, lesões ou estresses a várias estruturas anatômicas diferentes, incluindo ossos, músculos, ligamentos, articulações, nervos ou medula espinhal. A sensação de dor também pode variar. Por exemplo, a dor pode ser experimentada como dolorida, queimação, pontadas, lancinante ou dolente, bem definida ou vaga. A intensidade pode variar de leve a grave.

Muitas vezes, a fonte da dor não é conhecida ou não pode ser especificamente identificada. De fato, em muitos casos, a condição ou lesão que desencadeou a dor pode ser completamente curada e se tornar indetectável, mesmo na persistência da dor. Apesar da ausência de alterações anatômicas, a dor sentida pelo paciente é real e o médico assistente deve saber disso.

A estrutura afetada envia um sinal através das terminações nervosas, subindo à medula espinhal e ao cérebro, onde se registra como dor – dor nociceptiva. O mecanismo da dor segue o esquema da figura abaixo:

Fisiologia da dor

Uma série de teorias diferentes se desenvolveram para tentar explicar a dor crônica, mas o mecanismo exato não é completamente compreendido. Em geral, acredita-se que as vias nervosas que transportam os sinais de dor das terminações nervosas através da medula espinhal e do cérebro podem tornar-se mais sensibilizadas – sensibilização central. A sensibilização destas vias pode aumentar a frequência ou a intensidade com que a dor é percebida. Um estímulo que geralmente não é doloroso, como o toque leve, pode ser amplificado ou alterado por esses caminhos sensibilizados e experimentado como dor – dor neuropática. Às vezes, mesmo após o processo original de lesão ou doença ter cicatrizado, vias sensibilizadas continuam a enviar sinais para o cérebro. Esses sinais são sentidos similares a dor original e, às vezes, pior do que a dor causada pelo processo inicial de lesão ou doença.

Imagine um antigo aparelho de televisão ou tela de computador em que a mesma imagem seja projetada continuamente. Esta imagem fica, eventualmente, “queimada” na tela. Mesmo quando a tela está desligada, a imagem ainda pode ser vista na tela. Da mesma maneira, depois que a fonte original de dor é curada ou não está presente, pacientes com dor crônica podem continuar a sentir dor. Embora esta seja uma simplificação excessiva do que pode acontecer na dor crônica, isso ajuda a ilustrar a compreensão atual dessa condição.

Quais tratamentos estão disponíveis?


Os tratamentos para a dor crônica nas costas podem variar muito, dependendo do tipo e da fonte da dor. Se uma fonte tratável da dor for encontrada, o processo subjacente deve ser abordado. Quando a causa subjacente não é identificável ou não é passível de tratamento, os sintomas são tratados. Os objetivos do tratamento são reduzir a dor, melhorar a qualidade de vida e melhorar a função.

Existem várias categorias diferentes de tratamento que geralmente são recomendadas para dor crônica nas costas. Essas categorias incluem fisioterapia, medicamentos, habilidades de enfrentamento, procedimentos e tratamentos de medicina alternativa. O médico assistente adaptará um programa envolvendo uma combinação dessas opções para atender às necessidades do paciente. O envolvimento de um médico com treinamento especial no manejo da dor crônica pode ser aconselhável em alguns casos.

A fisioterapia inclui a educação e treinamento do paciente, exercícios de alongamento e fortalecimento, terapias manuais e modalidades como gelo, calor, estimulação nervosa elétrica transcutânea (TENS) e ultrassom. As terapias ativas que o paciente pode continuar por conta própria (como fortalecimento e alongamento) geralmente têm os efeitos mais permanentes e duradouros.

Um programa de exercícios domiciliares é encorajado antes que o paciente seja dispensado da terapia. Fortalecimento e alongamento são projetados para aumentar a estabilidade e a força em torno das estruturas da coluna que estão sob estresse. Essas técnicas também funcionam para evitar a perda do condicionamento que resulta da diminuição da atividade. Os exercícios são adaptados especificamente ao paciente e ao tipo de dor nas costas a ser abordada. O objetivo de educar o paciente é prevenir a perda progressiva de atividade por medo do movimento.

Medicamentos para dor lombar crônica


Os medicamentos utilizados para o tratamento da dor são múltiplos e variados. Eles se enquadram em várias categorias diferentes. Os medicamentos analgésicos simples e, menos frequentemente, opióides podem ser utilizados no tratamento da dor crônica na coluna. Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINE) são úteis para o controle da dor e podem ajudar a reduzir a inflamação. Os relaxantes musculares também podem ajudar com a dor crônica e podem aumentar os efeitos de outros medicamentos contra a dor. Os fármacos estabilizadores do nervo (antidepressivos e medicamentos anticonvulsivantes) são usados ​​para tratar a dor mediada pelo nervo – dor neuropática. Todos esses medicamentos têm diferentes perfis de efeitos colaterais e interações, e devem ser monitorados cuidadosamente por um médico.

Abordagem psicológica


As habilidades de enfrentamento são extremamente importantes na gestão da dor crônica na coluna. A dor crônica afeta diretamente todas as áreas da vida de um paciente. A dor afeta o humor, o humor de um paciente afeta sua capacidade de lidar com a dor. A dor também afeta a forma como os pacientes interagem com outras pessoas. Por esse motivo, ensinar aos pacientes habilidades de enfrentamento adequadas para lidar com ansiedade, depressão, irritabilidade e frustração são fundamentais. O envolvimento de um especialista especializado em dor, psicólogo ou psiquiatra melhora o tratamento da dor nas costas crônica.

Intervenção para dor lombar crônica


Procedimentos como infiltrações, técnicas minimamente invasivas e até cirurgia aberta podem ser indicados ​​para manejar a dor crônica. Às vezes, os dispositivos implantáveis, como um estimulador da medula espinhal, são benéficos no tratamento da dor crônica. O paciente, com a ajuda de seu médico, deve discutir os possíveis riscos e benefícios de qualquer procedimento. Uma segunda opinião pode fornecer informações adicionais ou abordagens alternativas para gerenciar sua condição.

Medicina alternativa


Medicina alternativa também oferece uma variedade de tratamentos, muitas vezes úteis no tratamento da dor crônica. Estes tratamentos incluem acupuntura, agulhamento a seco, terapia nutricional e meditação. É importante que um paciente discuta esses tratamentos com seu médico assistente, para garantir que não haja efeitos nocivos e que não interfiram com outros tratamentos prescritos.

Como é diagnosticada a dor lombar crônica?


Como mencionado anteriormente, a dor lombar crônica é definida como dor nas costas que dura mais de três meses. Durante a avaliação da dor crônica na coluna, o objetivo é descartar quaisquer lesões ou processos de doença que colocam o paciente em risco de lesões adicionais se não forem tratados. Além disso, um especialista considerará diagnósticos que podem ser tratados para reduzir a dor. Uma boa história clínica dos pacientes e um exame físico completo por um médico bem treinado são os aspectos mais importantes da avaliação. Lesões graves e doenças muitas vezes podem ser diagnosticadas ou descartadas com base na história e exame físico apenas.

A falta de um diagnóstico definitivo não significa obrigatoriamente que seja necessário mais exames. Exames desnecessários nada acrescentam ao que o médico já descobriu em seu exame físico. De fato, os exames desnecessários não são apenas caros para o paciente, mas podem expor o paciente a riscos ou radiações desnecessários.

Nos casos que o médico assistente sinta necessidade de mais exames com base na história do paciente e nos achados do exame físico, certamente ele discutirá isso com o paciente. Os testes podem incluir exames de sangue, radiografia, cintilografia óssea, tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RNM), infiltrações diagnósticas, eletromiografia (EMG) e muitos outros testes especializados.

Muitas vezes, a causa exata da dor ainda não será bem definida ao fim da avaliação. No entanto, uma avaliação é bem sucedida ao descartar processos que colocam o paciente em risco se não forem tratados.

NASS 150

 

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